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Romaria Senhora Aparecida - 2.ª Parte
Uma das maiores do país!

O programa das festas

A romaria centenária conta com um programa diversificado, ao longo de três dias.
No dia 13, destacam-se a festa de gado, o passeio equestre, as corridas de cavalo e um Festival Etnográfico.
O dia 14 começa com as entradas das bandas de música e a preparação dos andores para a grande procissão que se realizará à tarde.
Ao fim da manhã é celebrada a Eucaristia Solene no Auditório do Santuário com milhares de fiéis.
À noite há fogo-de-artifício e um espetáculo com bandas filarmónicas.

No dia 15, há corrida de motorizadas de 50Cm3 e 85Cm3, durante a tarde, e a noite é animada com conjuntos musicais populares e nova sessão de fogo-de-artifício, em volta do Santuário da Nossa Senhora Aparecida.

Tradições repescadas

A Vila da Senhora Aparecida, um lugar encantador, com ruas povoadas de vida, abre os braços para receber o passado e as tradições, na noite do dia 13 de agosto, com um espetáculo etnográfico.

Mas, durante os três dias (13, 14 e 15), o frenesim e animação típica da festa na aldeia ainda se experimentam: o repenicar dos sinos, o estoiro dos morteiros, o movimento dos vendedores - outrora de “aua” doce, tremoços, alfádega, instrumentos musicais e brinquedos de madeira, com os característicos pregões: “Olha o raminho da alfádega!”, “Quem quer aua doce!”


Os momentos que repescam a tradição contribuem para que esta seja uma romaria singular: no meio da algazarra, lá estão os Zés Pereiras e a sonoridade das caixas e dos tambores, bem como o som das concertinas, as danças e os cantares que continuam a subir ao palco.


Rusgas e danças espontâneas

Noutros tempos, a folia aumentava com a chegada das rusgas e dos romeiros, acompanhados de saborosos merendeiros, dos tocadores da viola, dos cantadores a pedir mais uma cantiguinha, e dos dançadores a formar, aqui e ali, uma roda. Era o espontâneo jogo da conquista e do ciúme, através da dança e dos cantares ao desafio.

O arraial também já se estendia por três dias "pegadinhos". Dizem os mais velhos da freguesia que "o adro era pequeno para tanta gente". No último dia, ao fim da tarde, "partiam os romeiros para "todas as bandas". Uns para o Basto, outros para as vertentes de Vizela, muitos para aquém de Lousada".
Com a Virgem ficavam só os festeiros da terra, com a saudade de uma festa terminada, atenuada pela certeza de que no próximo ano haveria novamente festa na aldeia.



Romaria da Senhora Aparecida - 1.ª Parte 


Foto: Sérgio Fernandes
Texto: Olga Faria

Romaria da Senhora Aparecida II

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