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Etc e Tal


2012-07-22

Viagem a Portugal

O realizador Sérgio Tréfaut vai iniciar nos próximos meses a rodagem de um documentário de longa-metragem sobre o cante alentejano, numa altura «desastrosa» para o cinema português, por falta de apoios.

Falando à Lusa à margem da exibição, pela primeira vez, nos Estados Unidos, do seu filme Viagem a Portugal, no Centro de Estudos e Cultura Portuguesa da Universidade de Massachusetts, o realizador afirmou que o novo filme parte da iniciativa de elevação do cante alentejano a património da humanidade, e irá chamar-se Alentejo, Alentejo.
«É um choque interessante perceber como estas tradições se transformam, conseguem sobreviver sem se transformarem apenas num objecto turístico», disse o realizador, que afirma estar «apaixonado pelo cante».
Na origem, o cante acompanhava a jornada laboral de camponeses e mineiros, e sobreviveu «numa realidade mais de espectáculo, mais organizada», com concertos «todos os fins de semana» na região e mais de 150 grupos activos.
Das tradições musicais identificadas pelo musicólogo Michel Giacometti a partir da década de 1960, quase todas desapareceram, mas o cante é das que «está viva», afirma.
A rodagem do documentário terá início no inverno e o contrato prevê que esteja pronto na primavera de 2013, afirmou.
Mais do que fazer filmes sobre a realidade da imigração ou de Portugal, o realizador quer manter-se fiel à «tradição de misturar muitas coisas» e assume o futuro Alentejo, Alentejo como uma excepção. «A excepção a isso é a paixão pelo 'cante' alentejano e querer fazer um filme exclusivamente no Alentejo, mas não é um mergulho desapaixonado», afirmou à Lusa.
Nas projecções no estrangeiro dos seus filmes sobre a vida dos imigrantes em Portugal, Sérgio Tréfaut afirma encontrar «surpresa» do público que «desconhece as realidades portuguesas».

Com Lusa

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